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Livros Publicados

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Indagações ao Vento:

Com esta sua quarta ficção, Indagações ao vento, a autora Malu Rizardi finaliza seu “Doutorado não Acadêmico”. Livre pensadora, como é, não se deixou prender pelas amarras que envolveram a Razão Científica, ao investigar as possibilidades de liberdade humana. Após obter o título de Mestre em Ciências Sociais, decidiu se dedicar à literatura para prosseguir com suas investigações.

Indagações ao vento é uma obra de ficção ficciosa, onde realidades surreais dialogam com ansiedades humanas bem reais. Aqui, as reflexões levantadas em suas obras anteriores – Rolo Compressor (2oo5), Nunca é por tudo (2009), Do Lado de Dentro da Escuridão (2014) – são revistas sem a necessidade de guardarem referências similares.

Ao investigar as possibilidades de realização dos sonhos mais esperançadamente sonhados em uma sociedade regida pelos interesses do capital, a autora se manteve conectada a uma realidade possível em Rolo Compressor.

Contudo, tal ficção excitou sua vontade de alargar os horizontes da investigação que se propusera realizar. Desse modo, acabou criando ficções ficciosas que transcendessem as possibilidades de entendimento imediato sobre faculdades humanas.

Assim, em Nunca é por tudo, a autora cria uma “realidade absurdamente real” para inquirir o tempo e o espaço, e as possibilidades de liberdade em uma sociedade marcada pelas contingências.

Já, em Do lado de dentro da escuridão, Malu Rizardi se ocupa em entender, quiçá decifrar, como a Burocracia tomou o lugar da Razão na condução dos Homens, por meio de uma história que chega a confundir até os leitores mais atentos.

Por fim, a incessante procura pelo entendimento de percepções próprias e alheias, leva Luá, Caô e Sol a viverem uma extraordinária aventura para desmitificarem o Mito do Beijo das Pedras, em Indagações ao vento. Se entre os Antigos os mitos prevaleceram na explicação do “mundo”, hoje somos chamados a buscar o esclarecimento por meio de um conjunto de princípios próprios. Mais uma vez a autora cria uma ficção fictícia pela necessidade de soltar a imaginação atrás de respostas possíveis e/ou impossíveis.

Capa Rolo Compressor

Rolo Compressor:

Prosa e poesia se unem nesta ficção, num estilo imaginativo, para seguirem os vestígios de um dos mais amargos e comuns conflitos que afligem o indivíduo moderno. Embora quase nunca exista um querer implícito ou explícito, parece ser impossível evitarmos que os planos para realizar os nossos sonhos se transformem, apenas, em planos para realizar as metas impostas por um sistema econômico e social que insiste em submeter a si todas as esferas da vida.

Virgínia, profissional de sucesso da área de publicidade, luta para não sucumbir às pressões que, quase sempre, desvirtuam valores e verdades. Como pode o trabalho, que deveria se limitar à satisfação das necessidades humanas, se tornar senhor do tempo? Mas, o que é o tempo, senão as mudanças que dão forma à vida? E o que é a vida, senão o desenrolar das atitudes que levamos a cabo no tempo?

Capa Nunca é por Tudo

Nunca é por Tudo:

Rebeca e Demétrius eram físico. Bárbara e Tobias amantes das letras e palavras. Dois casais que o “acaso” permitiu se conhecerem.

As ciências exatas e humanas estavam tendo oportunidade de, juntas, buscarem desvelar motivações humanas. As inúmeras experimentações possibilitadas por aquela casa levaram Rebeca e Demétrius a questionarem o tempo. E a formularem uma hipótese.

A incrível experiência de Bárbara a levou a questionar o espaço. E sua própria percepção. O guia que os conduziu naquele final de semana evitou que desistissem da caminhada exaltando a escuridão da caverna.

O estudo do meio ambiente deixava claro que “desenvolvimento” era um conceito relativo. Aos valores defendidos e objetivos buscados.

O romance Nunca é por tudo, de Malu Rizardi, provoca e envolve.

Capa Do lado de dentro da escuridão

Do lado de dentro da escuridão:

Aprofundando sua busca pelo entendimento da condição humana, Malu Rizardi escreve outro romance que, não obstante também seja de fácil leitura, provoca muitos questionamentos. 

A Razão, reivindicada pelo Iluminismo – Filosofia das Luzes que rejeita qualquer máxima que não seja pautada pela racionalidade científica – como a mais perfeita guia dos afazeres humanos, acabou sendo obscurecida por sombrias motivações. Teria sido cooptada pelos desejos de Poder? Nosso desejo mais selvagem? Teria sido atropelada pela “lógica da paixão”? Da paixão que cega a razão? 

A Idade Média, sim, é – ou foi – considerada inimiga do esclarecimento. Não a Idade Moderna. 

Sabedoria Moderna. Absorvo. tudo aquilo que absolvo. Absolvo tudo aquilo que absorvo. 

A leitura deste romance poderá ajudar a decifrar condutas que, apesar de nos causar estranhamento, acabamos adotando como filhas legítimas da razão. Ou melhor. De uma razão que nos seja propícia.